Aquele segundo

Não foram as flores ou o jeito de falar. Não foi sua educação ou o respeito que tinha com ela. Não foram os olhos verdes profundos. Não foi o diploma em advocacia. Nem o fato de gostar de crianças e cachorros. Não foi sua bondade. Foi aquele segundo. O beijo que definiu tudo não foi o da boca, sedenta por saliva. Foi aquele em que a mão gentilmente passou pelos cabelos e deixou a nuca descoberta, sentindo o ar da noite. Com a delicadeza e o sentimento necessários, aproximou-se. Seu pescoço sentia agora a barba dele. E seus lábios, sua língua. O homem era apenas o meio. Entre eles, o arrepio.

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2 pensamentos sobre “Aquele segundo

  1. cesar figueiredo disse:

    Realmente estamos em sintonia!

  2. maikel rosa disse:

    tá faltando um “like” aqui 🙂

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